Tem uma diferença grande entre montar um agente de IA num laboratório e colocar um time inteiro deles pra trabalhar dentro de uma empresa real.
A maior parte do que se lê sobre IA na internet ignora essa diferença. Eu não posso me dar ao luxo de ignorar.
Minhas duas pizzarias estão pagando a conta.
A Dáme Pizza e a Lov Pizza não são casos hipotéticos. Tem fornecedor pra pagar, equipe pra gerenciar, cardápio pra revisar, anúncio pra rodar, atendimento pra responder. Tudo isso, todo dia, sem ferver.
Nos últimos meses comecei a substituir partes do meu cérebro por agentes: financeiro, marketing, operações, atendimento, dados. O resultado é estranho de explicar pra quem ainda não viu funcionando.
O primeiro que entrou em produção foi um agente que cuida do meu WhatsApp, conectado ao Cortex Digital que serve de memória pros outros.
Por que público, não privado
Eu poderia escrever isso só pra mim, num caderno do Obsidian. Faria mais sentido em alguns aspectos: menos pressão pra polir, menos risco de competidor copiar, menos exposição.
Mas três coisas mudam quando você documenta em público:
- A qualidade da escrita força a qualidade do pensamento. Toda vez que tento explicar uma decisão pra um leitor que não tá dentro da minha cabeça, descubro furos no raciocínio. Já joguei agentes inteiros fora ao tentar escrever sobre eles.
- Cada post vira um case. Não preciso convencer ninguém de que funciona. A página inteira aqui é a prova. Quem chega já chegou convencido.
- A audiência vira fila de espera, não funil de venda. Quem quer implantar agentes na própria empresa me encontra com histórico documentado, em vez de eu ter que prospectar.
O que você vai encontrar aqui
Decisões reais de arquitetura, formatos de contexto que funcionaram (e os que não), métricas das duas pizzarias, custos de tokens, falhas em produção, e o porquê de cada escolha.
Sem promessa de enriquecimento fácil, sem teoria de quem nunca rodou nada.
Se você é dono de pequena ou média empresa, vai sair daqui com um mapa pra fazer no seu próprio negócio, mesmo que decida não me contratar.
Pra quem está construindo algo parecido em outro contexto: vamos conversar.
Próximo post abre a arquitetura: quais agentes existem hoje, o que cada um faz, e por que o orquestrador é a peça que mais demorou pra acertar.