Criei uma tela para acompanhar minhas empresas sem ficar pulando de sistema

Vendas, pizzas, ticket médio e participação dos canais na mesma tela. Montei uma Mesa do Dono para acompanhar as lojas a partir das perguntas que preciso responder.

Desafio: acompanhar as empresas exige juntar informações de vendas, olhar o histórico e entender por quais canais os pedidos chegam. Consultar cada pedaço separadamente torna essa leitura mais trabalhosa.

Solução: montei uma Mesa do Dono, com faturamento, pizzas vendidas, ticket médio, histórico e participação dos canais reunidos em um painel.

Resultado: uma visão das lojas organizada pelas perguntas de gestão, com o mês atual como ponto de partida e os períodos anteriores disponíveis para comparação.

Quanto vendemos? E de onde veio essa venda?

Quanto vendemos no mês? Quantas pizzas saíram? Quanto veio pelo iFood e quanto pelo nosso site?

São perguntas simples. Mas cada uma puxa outra. O faturamento cresceu porque vendemos mais pizzas? O ticket mudou? A participação do site aumentou ou o movimento ficou mais concentrado no iFood?

Para acompanhar as empresas, preciso conseguir olhar essas informações juntas. Foi a partir dessas perguntas que montei uma tela própria: a Mesa do Dono.

Uma tela que começa pelo mês em que estamos

Ao abrir o painel, o mês atual já está selecionado. Faturamento, pizzas vendidas e ticket médio aparecem juntos. Os dados do mês em curso alimentam esses quadros conforme são atualizados na origem.

Parece um detalhe pequeno, mas a ordem importa. Primeiro quero saber como estamos agora. Depois posso escolher outro período e investigar o que mudou.

Na mesma página, o histórico de faturamento permite olhar os últimos meses e comparar os anos. Isso dá contexto ao número que aparece no topo. Um mês isolado conta só uma parte da história.

O caminho da venda também entra na conta

Além do total vendido, o painel mostra a participação dos canais: iFood, site e os demais pedidos registrados no Saipos.

Essa divisão ajuda a formular perguntas melhores. Se a participação de um canal muda, posso investigar o que aconteceu naquele período: houve uma campanha? Alguma alteração no atendimento? O movimento dos outros canais caiu?

O painel não responde sozinho a essas perguntas. Ele coloca os números lado a lado para que eu saiba onde procurar.

Também é preciso respeitar o que cada indicador mede. A participação em quantidade de pizzas mostra a distribuição do volume entre os canais. Para entender o efeito no resultado, entram outros dados, como taxas, descontos e custos.

Cada ferramenta tem um papel

Já contei aqui como organizei a operação em uma intranet personalizada e como coloquei o DRE no automático.

A Mesa do Dono se conecta a esse trabalho. A intranet reúne o que a equipe precisa para tocar a operação. O DRE permite examinar receitas, custos e despesas. O painel de vendas oferece um ponto de entrada para acompanhar o movimento das lojas.

Ter esses papéis claros ajuda a escolher o que merece espaço na tela. Faturamento, volume, ticket e canais estão ali porque respondem a perguntas que fazem parte da gestão.

Começar pela pergunta muda o projeto

Uma vantagem de construir uma ferramenta própria é poder partir do jeito como eu acompanho o negócio. Posso escolher a primeira informação que aparece, aproximar números que preciso comparar e ajustar a tela conforme o uso.

Para quem quer montar algo parecido, eu começaria escrevendo as perguntas que repete toda semana. Depois, identificaria de onde vem cada resposta e com que frequência ela precisa ser atualizada.

Esse exercício já define boa parte do painel. A tecnologia entra para buscar, organizar e apresentar os dados. O critério do que acompanhar vem de quem conhece a operação.

A minha Mesa do Dono começa com uma pergunta simples: o que eu preciso enxergar para acompanhar melhor as empresas?


Organizar informações de uma empresa em uma visão útil para quem decide é um dos projetos que ajudo outros negócios a construir.